Fala Aí Carol - Eu e a minha arrogância!
Postado por Carol Capel, no dia 01 March 2016
Oi leitores desse blog, olá!

Há algum tempo venho recebendo mensagens de pessoas falando que eu mudei. Eu mudei sim, de vida, de país, de interesses, de humor, de hormônios, de vontades, de paixões e de amores, mas o que vive aqui dentro não muda!

Mas será que o que existia e existe aqui dentro não mudou nunca. Desde que me conheço por gente, acho que tinha uns 5 a 6 anos eu já me considerava uma pessoa extremamente revoltada, mas acho que a palavra que me define não é revoltada e sim inconformada. 

Sempre fui muito inconformada com as coisas da vida e sempre fui muito questionadora das coisas da vida. Enquanto todos me diziam que eu devia fazer algo do modo X, eu sempre achava que não, sempre questionava se o modo X era o único jeito de fazer as coisas. 

Realmente não é, não existem maneiras únicas e fórmulas prontas de se fazer as coisas e de viver a vida. Ainda bem! 

Também nunca fui ajustada aos parâmetros da sociedade, enquanto todos gostam de cor de rosa, eu estou gostando de azul. E nunca me senti rejeitada por não deixar ser persuadida pelos parâmetros e imposições da sociedade. Por que SIM, tudo o que você é hoje é reflexo do que quiseram que você fosse e não exatamente o que você queria ter sido. 

Um dia, vendo um vídeo no Youtube de uma amiga minha, um vídeo da Gisela Vallin, ela contava de maneira enfática a história da Maria, que era uma menina que nasceu e era muito feliz e de repente ela começou a perceber que o jeito dela de ser não era bem aceito pelos outros e por isso ela acabou mudando e viveu anos da vida dela de maneira infeliz. 
Se vocês querem ver esse vídeo e eu recomendo que vejam, o link é: https://www.youtube.com/watch?v=T7LkhwxpR7M

Ou seja, contei toda essa historinha de vida para dizer uma simples coisa: eu sou revoltada. Revoltada com a vida, revoltada com as pessoas, revoltada com a humanidade e desacreditada. Sim, desacreditada da humanidade e principalmente da sociedade. Foi uma sequência de fatores e situações pessoais que enfrentei durante o ano de 2015 que me fizeram chegar a esse nível de descrença para com as pessoas. Não que antes de 2015 eu não tivesse tido motivos para desacreditar. De maneira nenhuma. Antes creio que era até pior. Mas acho que tudo que acontece repetidamente nos faz cansar. 

Pense: Você ama um determinado filme... vou citar Cinderella. Você ama assistir Cinderella. Mas assiste o filme 7 vezes por dia durante um ano. Das duas uma, ou você vai decorar todas as falas e ser um papagaio do filme, OU você vai ficar irritada. 

Pois é eu ficaria irritada com a Cinderella. 

Imaginem agora que a Cinderella seja a sociedade, imagine agora que a Cinderella já colocou o sapatinho por mais de 2.555 vezes em um ano e esse sapatinho está dando calo. Pois é...

O sapato e o calo explicam a minha situação atual, então quando vocês me falam que eu estou revoltada, com o demo no corpo, precisando de oração (o pessoal do Snapchat sabe do que estou falando), precisando de luz, etc etc etc... eu apenas penso que toda aquela projeção e acúmulos das 2.555 que a Cinderella colocou o sapato é ainda mais justa. 

Pessoas que se diziam amigas minhas, pessoas, essas que sabemos que "precisam de luz" vieram me falar isso. Daí eu parei pra pensar e cheguei a uma conclusão muito óbvia: Eu preciso de amigos?

E a resposta é ainda mais óbvia: Não!

Aliás, nunca precisei não é mesmo. Por incrível que pareça, tudo o que eu consegui até hoje foi oriundo de um esforço único e exclusivo meu, então, pra que amigos? Pra atender a mais um protocolo social? Talvez fosse isso que estivesse faltando, um pouco de pagode e cerveja para nutrir a alma não é mesmo? 

Outros dirão: Por isso que ela é assim, é sozinha, coitada!

Eu penso que no mundo não há companhia melhor do que a minha mesma. Agora começa o momento da arrogância, estão preparados?

Não há no mundo companhia melhor que a minha, não há no mundo coisa mais gratificante do que você se sentir bem consigo mesma, de não precisar se olhar no espelho pra saber que se é bonita, de não precisar pintar a unha, pentear o cabelo, fazer um alisamento para se sentir bonita. Porque você já sabe qual é a sua verdadeira beleza. Você olha pra dentro de si e se vê exatamente do jeito que você é. E quando você faz isso, não há baixa auto estima, porque não é necessário se estimar nada. Porque você sabe que você é.

Eu sei quem eu sou, me conheço, me amo, me acho linda e gostosa. Não preciso que outras pessoas digam que estou bonita, ou que meu olho é lindo. Tenho espelho no banheiro, olho e vejo, meu ego não precisa de massagem. Me aceito do jeito que sou e sou quem sou, não preciso fingir nada pra ninguém e não preciso fingir gostar de quem eu não gosto porque a vida me deu um presente: a auto suficiência. Auto suficiência de saber que eu sou mais, que eu sou especial e sei que eu fiz e faço muito pelas pessoas, pessoas que não merecem. 

Então quando você olhar e pensar: Nossa a Carol mudou! 

Think twice e perceba que as pessoas não mudam, você apenas não as conhece direito. 

Sobre o blog e o canal: se algum dia passar essa revolta talvez eu volte, volte aos poucos, ou não volte.